Teatro da Terra Acolhe “Chovem Amores na Rua do Matador” do TRIGO LIMPO – Teatro ACERT

Teatro da Terra Acolhimento "Chovem Amores na Rua do Matador" de Trigo Limpo - Teatro Acert
Teatro da Terra Acolhimento "Chovem Amores na Rua do Matador" de Trigo Limpo - Teatro Acert

APRESENTAÇÃO ÚNICA

– SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 21H30

Esta nova criação, da autoria de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, é a segunda etapa do Projecto “Interiores” e o resultado do desafio lançado a estes dois escritores para criarem um texto inédito para o TRIGO LIMPO teatro ACERT.

Baltazar Fortuna regressa a Xigovia para matar… saudades.

Pretende reencontrar os seus ex-amores: Mariana Chubichuba, Judite Malimali e Ermelinda Feitinha.

Entretanto, num sonho, elas, as três, dizem-lhe:

“Nós não te precisamos matar, nós já te matámos dentro de nós.

Há muito tempo que não vives nas nossas vidas…”

Em finais de 1992, o TRIGO LIMPO adaptou alguns contos de Mia Couto, criando o espectáculo “À roda da noite”, estreado no Nordeste do Brasil um ano mais tarde. Daqui surgiu uma relação muito especial com  o escritor e o seu país natal, Moçambique, que hoje se estende a todos os pontos cardeais e envolve um grande número de pessoas.

José Eduardo Agualusa conheceu o trabalho da ACERT na sequência de um convite para participar numa das edições do Festival d’ Agosto, em Maputo, dando início a uma proximidade que não mais parou de crescer.

É desta teia de relações que surge um trabalho a quatro mãos:

“chovem amores na rua do matador”, de José Eduardo Agualusa e Mia Couto.

Talvez “trabalho” não seja, porém, a palavra mais acertada, pois como os próprios autores explicam, a feitura desta história foi puro prazer.

E se já no começo dos começos, na génese, no princípio… era o verbo, o nascimento deste “chovem

amores…” parte dessa atitude quase mágica de proferir as palavras para que as coisas aconteçam. E

da filigrana das letras nasce, demorada e gostosamente, um mundo pequenino povoado pelas nossas

personagens. Uma teia de encantamentos temperada pela cumplicidade de dois amigos que sabem

que

“…os sonhos são mapas que nos ajudam a orientar na vida.

Aqueles que não sabem ler os sonhos, esses, sim, estão perdidos…”

como diz Ermelinda Feitinha, a mãe

"CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR" TRIGO LIMPO - TEATRO ACERT
"CHOVEM AMORES NA RUA DO MATADOR" TRIGO LIMPO - TEATRO ACERT

INFORMAÇÕES

DATA:  SÁBADO, 24 DE OUTUBRO

HORA: 21H30

LOCAL: CINE TEATRO DE PONTE DE SOR

ENTRADA: 6€

BILHETES À VENDA NA CASA REGIONAL, AV.DA LIBERDADE

BILHETEIRA CINE TEATRO – ABRE ÀS 19H30, NO DIA 24 DE OUTUBRO


Género Artístico – Espectáculo de Teatro
Classificação do Espectáculo – maiores de 12 anos

Fic ha Técnica e Art ística

75ª Produção do TRIGO LIMPO teatro ACERT

Texto – José Eduardo Agualusa e Mia Couto
Interpretação – José Rosa e Sandra Santos
Encenação – Pompeu José
Cenografia – Zétavares e Marta Fernandes da Silva
Música – Cheny Mahuaie, Fran Perez, Lígia Zango, Matchume Zango e Tinoca Zimba
Figurinos – Ruy Malheiro
Desenho de luz – Luís Viegas
Técnicos – Cajó Viegas e Paulo Neto
Assistência – Gil Rodrigues
Fotografias – Eduardo Araújo
Desenho Gráfico – Zétavares


JOGO LIMPO

flyer

Monólogo. Perto do fluxo da consciência celebrizado por Joyce no famoso monólogo de Molly. O ambiente não podia ser mais tenso. Final dos Campeões Europeus. Antes do prolongamento. Os trinta minutos que se adivinham podem mudar a vida de cada um dos participantes. O treinador, filósofo e borderline, serve-se da sua vida privada para fazer passar a mensagem. Ao mesmo tempo que vai dissecando a sua relação amorosa com o auxílio das leis do futebol e da estratégia que vai propondo aos atletas. Um pretexto para comparar dois modos de vida, distintos mas com interferências recíprocas: um votado aos impulsos e às paixões, outro determinado pela razão e deliberação. Do relvado para a alcova, e vice-versa, como se de um mesmo raciocínio se tratasse. Um vai-vem entre uma vida cujo ritmo não controlamos, o ritmo dos enunciados-parasita, e outra em que somos nós os timoneiros, cujo sucesso dependerá sempre da nossa fome de triunfo. Como se estivesssemos condenados a errar, diria Becket, mas a errar cada vez melhor. Logo que joguemos limpo.

Francisco Oliveira

JOGO LIMPO

co-produção Américo Silva e Teatro da Terra

a partir da obra de François Begaudeau publicado por Verticales© Gallimard

um trabalho de Américo Silva

tradução e adaptação Francisco Oliveira

desenho de luz Pedro Domingos

operação de luz Paulo Cunha