ERMELINDA DO RIO

nocturno para voz e concertina de JOÃO MONGE

DIGRESSÃO 2019

22 JUN | Alter Cultur Fest, Alter do Chão

25 a 30 JUN | Teatro do Bairro, Lisboa

06 SET | Avanteatro, Seixal

26 OUT | Teatro Miguel Franco, Leiria

09 NOV | Teatro Municipal de Vila Real

23 NOV | Cine-Teatro de Estarreja

30 NOV | Ateneu Artístico Vilafranquense , V. F. Xira

20 DEZ | Fórum Municipal Luísa Todi, Setúbal

fotografia Vitorino Coragem

As cheias do Tejo, a 26 de Novembro de 1967, no Ribatejo e arredores de Lisboa, foram a maior catástrofe natural, em Portugal desde o terramoto de 1755. Serviram de inspiração para João Monge escrever, na primeira pessoa, um poema narrativo pelos olhos de uma menina e de sua mãe, que vivem a tragédia de sobreviver para assistir, impotentes, ao desaparecimento da sua família, de amigos, de conhecidos. E bastou uma noite de chuva como tantas outras para que, de madrugada, o mundo estivesse virado do avesso.
Maria João Luís, naquele dia com 4 anos, é uma dessas pessoas que, juntamente com pai, mãe e irmão, sobreviveram, mas muitos dos seus familiares desapareceram nessa noite. A noite do fim do mundo, como alguém lhe chamou, é ainda hoje uma história mal contada. Ermelinda do Rio é um poema vivido pela actriz, que ela própria encena, numa auto-expiação dos seus fantasmas.

encenação MARIA JOÃO LUÍS_____ música para três contrabaixos JOSÉ PEIXOTO_____ cenografia JOSÉ CARRETAS_____ desenho de luz PEDRO DOMINGOS

com MARIA JOÃO LUÍS______ e os músicos ao vivo MIGUEL LEIRIA PEREIRA, SOFIA PIRES, SOFIA QUEIROZ ÔRE-IBIR

produção executiva RITA COSTA_____ assistência de encenação e design gráfico  CLARISSE RICARDO_____ fotografia de cena  VITORINO CORAGEM_____ assistência de produção FILIPE GOMES_____ direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

produção_____ TEATRO da TERRA____    2019____ M/12____ duração aprox. 55 min. 

AS CADEIRAS

de EUGÈNE IONESCO

TERRA da TERRA acolhe o TEATRO DO BAIRRO

16 NOV 19 | TEATRO CINEMA DE PONTE DE SOR

encenação ANTÓNIO PIRES tradução FÁTIMA FERREIRA e LUÍS LIMA BARRETO com CARMEN SANTOS, LUÍS LIMA BARRETO, RAFAEL FONSECA música MIGUEL SÁ PESSOA    cenografia ALEXANDRE OLIVEIRA figurinos LUÍS MESQUITA desenho de luz RUI SEABRA desenho de som  PAULO ABELHO e MIGUEL SÁ PESSOA

movimento PAULA CARETO construção cenário  FÁBIO PAULO caracterização e produção executiva IVAN COLETTI  mestra costureira ROSÁRIO BALBI fotografia de cena  MIGUEL BARTOLOMEU operador de luz JOSÉ CAMACHO  operador de som – DIOGO NETO grafismo MÁRIO SOUSA SABINO ilustração JOANA VILLAVERDE  direcção de cena HUGO MESTRE AMARO vídeos de cena ANTÓNIO PINHÃO BOTELHO comunicação MARIA JOÃO MOURA administração de produção ANA BORDALO produtor ALEXANDRE OLIVEIRA

produção AR DE FILMES/ TEATRO DO BAIRRO

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA  M/12   DURAÇÃO APROXIMADA 90 minutos

AS CADEIRAS é a terceira peça de Eugène Ionesco, publicada em 1953, depois de A Cantora Careca e A Lição, sendo considerada uma das suas obras-primas e um belo exemplo do seu teatro do absurdo. A peça repousa sobre uma ambivalência desconcertante, oscilando permanentemente entre o cómico e trágico, o sonho e o pesadelo. O mestre do teatro do absurdo, para quem “o cómico é trágico e a tragédia do homem, irrisória”, via esta peça como uma “farsa trágica”.

“Não há ninguém à nossa volta, ninguém no mundo, num mundo evanescente que desaparece, que deve desaparecer. Para onde passou o passado? Nada mais existe, o que quer dizer, nada mais existirá. Os dois velhos que estão em cena são eles próprios quase inexistentes. Só lá estão para manipular as cadeiras, dezenas de cadeiras, e não para exprimir o vazio ontológico, que é o verdadeiro assunto da peça. Estes dois velhos são falhados sociais e irrisórios mas entre eles há o amor. E neste mundo só há duas essencialidades: o amor e a morte. Quer dizer que o amor pode matar a morte”. Eugène Ionesco