Arquivo da categoria: Teatro

A FORÇA DO HÁBITO

de Thomas Bernhard

TEATRO da TERRA acolhe o TEATRO DAS BEIRAS

integrado no 37º Festival de Teatro do Seixal

04 DEZ 20 | SOCIEDADE FILARMÓNICA UNIÃO ARRENTELENSE

SEX às 20h30  | Info e reservas –  bilheteira.cultura@cm-seixal.pt

Da autoria de Thomas Bernhard, nome maior da literatura do século XX, «A Força do Hábito» conta a história de um diretor de um circo decadente que obriga os artistas a ensaiarem a peça musical «A Truta», da autoria de Franz Schubert. Subjugados pelas exigências sufocantes do diretor, os artistas não conseguem corresponder devido à sua própria falta de talento musical e ao autoritarismo do diretor.

Texto: Thomas Bernhard | Encenação: Nuno Carinhas | Interpretação: Fernando Landeira, Inês Viegas, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira | Cenografia e figurinos: Luís Mouro | Música original: Helder Filipe Gonçalves | Desenho de luz: Fernando Sena | Produção: Celina Gonçalves.

O MUNDO É REDONDO

de Gertrude Stein

TEATRO da TERRA acolhe o TEATRO DO BAIRRO

integrado no 37º Festival de Teatro do Seixal

13 NOV 2020 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

SEX às 20h30  | Info e reservas – Ticketline.pt e Fórum Cultural do Seixal

«O Mundo É Redondo», da escritora norte-americana Gertrude Stein, volta aos palcos com encenação de António Pires e com as atrizes do Teatro do Bairro. Gertrude Stein destinou a escrita do seu livro a uma criança, porém o mesmo toca tanto crianças como adultos. A história apela ao sentimento de pureza que nos transporta para as nossas memórias de inocência infantil. A protagonista desta história é Rose, uma criança com apenas uma cadeira que pretende subir uma montanha para se sentar no topo. Nessa viagem através da sua dificuldade em se expressar, devido a ter começado a falar há pouco tempo, questiona-se sobre a sua identidade, sobre as nuances da linguagem e como a realidade se constrói a partir dela.

Texto: Gertrude Stein | Encenação: António Pires | Tradução: Luísa Costa Gomes | Interpretação: Carolina Campanela, Carolina Serrão, Sandra Santos, Vera Moura | Cenografia: João Mendes Ribeiro | Figurinos: Luís Mesquita | Direção musical: Paulo Abelho | Música original: Miguel Sá Pessoa | Apoio vocal: Paulo Brandão | Movimento: Paula Careto | Apoio para a língua inglesa: Carole Garton | Luz: Rui Seabra | Caracterização: Ivan Coletti | Costureira: Rosário Balbi | Assistente de iluminação: Cláudio Marto | Assistente de som: Guilherme Alves | Construção de cenário: Fábio Paulo | Ilustração: Joana Villaverde | Produção executiva: Ivan Coletti | Comunicação: Maria João Moura | Redes sociais: João Martins | Administração de produção: Ana Bordalo | Produtor: Alexandre Oliveira | Produção: Ar de Filmes/Teatro do Bairro.

A IDA AO TEATRO

e outros textos de KARL VALENTIN

28 a 01 NOV 20 | TEATRO DO BAIRRO, LISBOA

QUA a SAB às 21h30 e DOM às 17h | Info e reservas – Bol.pt e Teatro do Bairro

11 DEZ 20 | TEATRO DAS BEIRAS, COVILHÃ

fotografia Luana Santos

Francis Picabia

Os textos de Karl Valentin são tão profundos quanto engraçados, tão críticos quanto divertidos. Nos vários “duelos” maravilhosamente grotescos, que a personagem trava com comerciantes, funcionários, polícias, e outros da rua, sentimos a delicadeza que a vida quotidiana pode conter, sem passado, mas intrinsecamente mestrada na arte de desconversar, na tomada à letra ou nos diálogos que interpreta como quer, e por isso, inocente da responsabilidade nas situações absurdas. As personagens nascem das classes trabalhadoras mais baixas, como o casal de A IDA AO TEATRO, ou o duo de electricistas n’O PROJECTOR AVARIADO, são pessoas simples que se encontram actualmente, como no início do século passado, e é por isso que as pessoas ainda riem com tanto entusiasmo dessas pessoas teimosas hoje, como o faziam há 100 anos atrás. O seu humor corrosivo alerta-nos para o mais insignificante pormenor nos intervalos temporais por onde deambula, coagindo-nos a desafiar a lógica vigente ao instalar a dúvida relativa na hierarquia da importância, desta nossa abordagem à vida do quotidiano, deixando-nos a tentar adivinhar desfechos para finais, que o não são.

tradução LUÍZA NETO JORGE e MARIA ADÉLIA SILVA MELO____ encenação MARIA JOÃO LUÍS____ com CAROLINA PICOITO PINTO, HELDER AGAPITO, MARIA JOÃO LUÍS, RITA ROCHA SILVA, FILIPE GOMES____ piano GIOVANNI BARBERI____ violoncelo JOSÉ BLANCO

fotografia de cena LUANA SANTOS_____ produção executiva RITA COSTA_____ assistência de produção FILIPE GOMES_____ direcção de produção e desenho de luz PEDRO DOMINGOS

produção____ TEATRO da TERRA____ 2020____ M/12____ duração aprox. 90 min. 

A ABETARDA

de JOÃO MONGE

ESPECTÁCULO DE CANTE E TEATRO DE RUA

SÁBADO, 05 SET, 21h30 | AVANTEATRO

https://www.festadoavante.pcp.pt/2020/a-abetarda

e integrado no DESCONCENTRA – Artes contemporâneas na rua

SÁBADO, 12 SET, 19h | MUNDET

DOMINGO, 27 SET, 19h | PARQUE DAS LAGOAS, FERNÃO FERRO

SÁBADO, 03 OUT, 21h | PARQUE NATURAL DA QUINTA DO SERRADO, AMORA

DOMINGO, 04 OUT, 21h | MOÍNHO DE MARÉ DE CORROIOS

http://www.cm-seixal.pt/desconcentra/2020/desconcentra

fotografia Luana Santos

A Abetarda foi o projeto que resultou da parceria, em 2014, entre o Teatro da Terra e o Município de Castro Verde, promovida pelo então Presidente Francisco Duarte. 
Ao autor João Monge, encomendámos o texto que junta o Cante Alentejano ao teatro de rua, numa celebração deste símbolo de Castro Verde, com uma história orientada para uma procissão pagã, habilmente tecida na base da cultura popular alentejana, polvilhada por reminiscências do cristianismo, projectando a elevação da maior ave de vôo da Europa, a um estatuto mitológico/fantástico. Os quatro textos da autoria de João Monge que o Teatro da Terra materializou em teatro até hoje, destacam este consanguíneo poeta/letrista/escritor como o criador mais representado pela companhia.
Maria João Luís dirige para o Teatro da Terra, um elenco alargado onde os Tocá Rufar e seis grupos corais alentejanos sediados no Seixal, partilham as ruas e os traços característicos da cultura popular, sinal de um posicionamento artístico inovador na capacidade de integrar os agentes locais, sem que a identidade própria de cada grupo destoe da criação teatral  colectiva. O Teatro da Terra com a remontagem de A Abetarda afirma-se mais uma vez, como um projecto de teatro comunitário de características únicas, operando agora a partir do concelho do Seixal.

encenação MARIA JOÃO LUÍS_____ com MARIA JOÃO LUÍS, FILIPE GOMES, SÉRGIO GOMES TOCÁ RUFAR dirigidos por RUI JUNIOR, Grupo Coral As Papoilas do Fogueteiro, Grupo Coral Alentejano de ASSTAS, Grupo Coral Alentejano Lírio Roxo de Paio Pires, Grupo Coral Operário Alentejano do C. C. e D. das Paivas, Grupo de Cante Feminino da Associação de R. P. I. da Torre da Marinha_____ trompetista DIOGO CABRITA SANTOS

caracterização e figurinos PESSOA JUNIOR_____ máscara PAULA HESPANHA_____ fotografia LUANA SANTOS______ produção RITA COSTA______ assistência de produção FILIPE GOMES_____ direcção de produção e luz PEDRO DOMINGOS

co-produção____ TEATRO da TERRA e MUNICÍPIO DE CASTRO VERDE____ 2014/2020_____ M/6_____ 60 min. 

ERMELINDA DO RIO

nocturno para voz e concertina

de JOÃO MONGE

fotografias Vitorino Coragem

SÁBADO, 26 SET 2020, 21h30

FÓRUM CULTURAL JOSÉ MANUEL FIGUEIREDO – MOITA

https://www.cm-moita.pt/pages/450

As cheias do Tejo, a 26 de Novembro de 1967, no Ribatejo e arredores de Lisboa, foram a maior catástrofe natural, em Portugal desde o terramoto de 1755. Serviram de inspiração para João Monge escrever, na primeira pessoa, um poema narrativo pelos olhos de uma menina e de sua mãe, que vivem a tragédia de sobreviver para assistir, impotentes, ao desaparecimento da sua família, de amigos, de conhecidos. E bastou uma noite de chuva como tantas outras para que, de madrugada, o mundo estivesse virado do avesso.
Maria João Luís, naquele dia com 4 anos, é uma dessas pessoas que, juntamente com pai, mãe e irmão, sobreviveram, mas muitos dos seus familiares desapareceram nessa noite. A noite do fim do mundo, como alguém lhe chamou, é ainda hoje uma história mal contada. Ermelinda do Rio é um poema vivido pela actriz, que ela própria encena, numa auto-expiação dos seus fantasmas.

encenação MARIA JOÃO LUÍS_____ música para três contrabaixos JOSÉ PEIXOTO_____ cenografia JOSÉ CARRETAS_____ desenho de luz PEDRO DOMINGOS

com MARIA JOÃO LUÍS______ e os músicos ao vivo MIGUEL LEIRIA PEREIRA, SOFIA PIRES, SOFIA QUEIROZ ÔRE-IBIR

produção executiva RITA COSTA_____ assistência de encenação e design gráfico  CLARISSE RICARDO_____ fotografia de cena  VITORINO CORAGEM_____ assistência de produção FILIPE GOMES_____ direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

produção_____ TEATRO da TERRA____    2019____ M/12____ duração aprox. 55 min. 

Já apresentado em: Teatro Cinema de Ponte de Sor; Castelo de Alter do Chão; Teatro do Bairro – Lisboa; Avanteatro – Seixal; Teatro Miguel Franco – Leiria; Teatro Municipal de Vila Real; Cine-teatro de Estarreja; Ateneu Artístico Vilafranquense – Vila Franca de Xira; Fórum Municipal Luísa Todi – Setúbal; Trigo Limpo – Acert – Tondela; Fórum Cultural José Manuel Figueiredo – Moita.

A MULHER QUE MATOU OS PEIXES

a partir do livro homónimo de CLARICE LISPECTOR

Livro integra o Plano Nacional de Leitura recomendado para alunos dos 9 aos 11 anos

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quadro de Avelino Carmo

2021 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

ESTREIA ADIADA PARA 2021 DEVIDO À PANDEMIA

adaptação e encenação MARIA JOÃO LUÍS____ figurinos  DINO ALVES____  caracterização e adereços  PESSOA JÚNIOR_____  movimento  PAULO DUARTE RIBEIRO_____  desenho de luz  PEDRO DOMINGOS

com  ANA AMARAL, BEATRIZ FRAZÃO, FILIPE GOMES, PAULO DUARTE RIBEIRO e os alunos  ANA GOMES, CÁTIA DÂMASO, DANIELA LAGES, INÊS BRAGA, IRINA CAEIRO, LEONOR LIMA, MARGARIDA FIGUEIREDO, PAULO GARCIA, REGINA LOPES, SORAIA GOMES, VITÓRIA GOMES

pintura do cartaz JOANA VILLAVERDE_____  produção executiva RITA COSTA_____  assistência de encenação ANA AMARAL_____ design gráfico CLARISSE RICARDO_____  cenografia inspirada no quadro de AVELINO CARMO_____ construída por RUI GORDA e RUI MATOS_____  assistência de caracterização e adereços  ANDREIA PENA e MAFALDA ANTUNES_____  assistência de produção  FILIPE GOMES_____  direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

uma produção____   TEATRO da TERRA_____ 2020/21_____ M/6_____  duração aprox. 50 min. 

ACABAR COM EDDY BELLEGUEuLE

de ÉDOUARD LOUIS

28 FEV 2020, 15h | AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

A 28 FEV 2020, às 15h o Teatro da Terra acolhe no Fórum Cultural do Seixal ACABAR COM EDDY BELLEGUEULE de Édouard Louis, uma encenação de Dinarte Branco, com David Esteves e Dinarte Branco, produção Berma, em exclusivo para as escolas de 3 ciclo do concelho do Seixal.

Acabar com Eddy Bellegueule é a história, contada na primeira pessoa, de um rapaz que sofre na escola, na família e no meio em que vive, a humilhação e a violência verbal e física. Fugir desse meio, onde o racismo, a homofobia e a violência social se reproduzem por força de regras e discursos que não admitem desvios, é o que orienta o percurso de aprendizagem do jovem Eddy. Tanto quanto a história de uma experiência pessoal, este romance tematiza as questões de reprodução social e do exercício de uma violência inscrita em códigos de classe e de meio que são implacáveis para as transgressões protagonizadas por Eddy Bellegueule.

tradução ANTÓNIO GUERREIRO____encenação e adaptação DINARTE BRANCO____ com DAVID ESTEVES, DINARTE BRANCO____ desenho de luz FELICIANO BRANCO_____ figurinos SUSANA MOURA_____ banda desenhada JOÃO AUGUSTO

TEATRO da TERRA acolhe uma produção BERMA 2019/20

SONHO DE UMA NOITE de VERÃO

de WILLIAM SHAKESPEARE

fotografia Vitorino Coragem

23 a 25 JAN e 30 JAN a 1 FEV 2020 | QUI a SAB às 21h30

AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

Info e reservas https://ticketline.sapo.pt/es/evento/sonho-de-uma-noite-de-verao-48387, locais habituais e Fórum Cultural do Seixal

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO é certamente, um dos textos teatrais mais representados em todo o mundo. Shakespeare escreve com grande mestria sobre o amor, o casamento, as histórias provocadas e acidentais, entrelaçando vários equívocos, onde fadas e duendes brincam e dominam à sua vontade os acontecimentos mágicos que interferem nas paixões dos amantes.  A reinterpretação de Maria João Luís enfatiza esta comicidade fantasiosa, inserida num ambiente cénico inclassificável e intemporal, que serve como matéria de reflexão sobre a influência e importância hoje, nas sociedades modernas, da Arte e dos artistas. 

tradução MARIA JOÃO ROCHA AFONSO_____encenação MARIA JOÃO LUÍS_____ composição e direcção musical JOSÉ PEIXOTO_____ figurinos DINO ALVES____ caracterização e adereços CIDÁLIA ESPADINHA_____ desenho de luz PEDRO DOMINGOS

com FILIPA MATOS ROSA, HELDER AGAPITO, JOANA ALMEIDA, LEONOR WELLENKAMP CARRETAS, LUÍS SIMÕES, MIGUEL AMORIM, PAULO DUARTE RIBEIRO, RITA ARAÚJO, RITA ROCHA SILVA, RUI NETO e BASAREU PRATES, FILIPE GOMES, JOSÉ SILVA, RUI GORDA_____ e os músicos ANA AMARAL – voz_____ ANA CAROLINA RODRIGUES – violoncelo____ JOSÉ PEIXOTO – guitarra____ MARC PLANELLS – cítara____ SOFIA QUEIROZ ORÊ-IBIR – contrabaixo____ TIAGO SANTOS – percussão

produção executiva RITA COSTA____ assistência de encenação ANA AMARAL_____ pintura do cartaz JOANA VILLAVERDE_____ fotografia de cena VITORINO CORAGEM_____ design gráfico CLARISSE RICARDO_____ assistência de produção FILIPE GOMES____ direcção de produção PEDRO DOMINGOS

produção_____ TEATRO da TERRA_____ 2019_____ M/6____ duração aprox. 105 min.

ERMELINDA DO RIO

nocturno para voz e concertina de JOÃO MONGE

DIGRESSÃO 2019

22 JUN | Alter Cultur Fest, Alter do Chão

25 a 30 JUN | Teatro do Bairro, Lisboa

06 SET | Avanteatro, Seixal

26 OUT | Teatro Miguel Franco, Leiria

09 NOV | Teatro Municipal de Vila Real

23 NOV | Cine-Teatro de Estarreja

30 NOV | Ateneu Artístico Vilafranquense , V. F. Xira

20 DEZ | Fórum Municipal Luísa Todi, Setúbal

fotografia Vitorino Coragem

As cheias do Tejo, a 26 de Novembro de 1967, no Ribatejo e arredores de Lisboa, foram a maior catástrofe natural, em Portugal desde o terramoto de 1755. Serviram de inspiração para João Monge escrever, na primeira pessoa, um poema narrativo pelos olhos de uma menina e de sua mãe, que vivem a tragédia de sobreviver para assistir, impotentes, ao desaparecimento da sua família, de amigos, de conhecidos. E bastou uma noite de chuva como tantas outras para que, de madrugada, o mundo estivesse virado do avesso.
Maria João Luís, naquele dia com 4 anos, é uma dessas pessoas que, juntamente com pai, mãe e irmão, sobreviveram, mas muitos dos seus familiares desapareceram nessa noite. A noite do fim do mundo, como alguém lhe chamou, é ainda hoje uma história mal contada. Ermelinda do Rio é um poema vivido pela actriz, que ela própria encena, numa auto-expiação dos seus fantasmas.

encenação MARIA JOÃO LUÍS_____ música para três contrabaixos JOSÉ PEIXOTO_____ cenografia JOSÉ CARRETAS_____ desenho de luz PEDRO DOMINGOS

com MARIA JOÃO LUÍS______ e os músicos ao vivo MIGUEL LEIRIA PEREIRA, SOFIA PIRES, SOFIA QUEIROZ ÔRE-IBIR

produção executiva RITA COSTA_____ assistência de encenação e design gráfico  CLARISSE RICARDO_____ fotografia de cena  VITORINO CORAGEM_____ assistência de produção FILIPE GOMES_____ direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

produção_____ TEATRO da TERRA____    2019____ M/12____ duração aprox. 55 min. 

AS CADEIRAS

de EUGÈNE IONESCO

TERRA da TERRA acolhe o TEATRO DO BAIRRO

16 NOV 19 | TEATRO CINEMA DE PONTE DE SOR

encenação ANTÓNIO PIRES tradução FÁTIMA FERREIRA e LUÍS LIMA BARRETO com CARMEN SANTOS, LUÍS LIMA BARRETO, RAFAEL FONSECA música MIGUEL SÁ PESSOA    cenografia ALEXANDRE OLIVEIRA figurinos LUÍS MESQUITA desenho de luz RUI SEABRA desenho de som  PAULO ABELHO e MIGUEL SÁ PESSOA

movimento PAULA CARETO construção cenário  FÁBIO PAULO caracterização e produção executiva IVAN COLETTI  mestra costureira ROSÁRIO BALBI fotografia de cena  MIGUEL BARTOLOMEU operador de luz JOSÉ CAMACHO  operador de som – DIOGO NETO grafismo MÁRIO SOUSA SABINO ilustração JOANA VILLAVERDE  direcção de cena HUGO MESTRE AMARO vídeos de cena ANTÓNIO PINHÃO BOTELHO comunicação MARIA JOÃO MOURA administração de produção ANA BORDALO produtor ALEXANDRE OLIVEIRA

produção AR DE FILMES/ TEATRO DO BAIRRO

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA  M/12   DURAÇÃO APROXIMADA 90 minutos

AS CADEIRAS é a terceira peça de Eugène Ionesco, publicada em 1953, depois de A Cantora Careca e A Lição, sendo considerada uma das suas obras-primas e um belo exemplo do seu teatro do absurdo. A peça repousa sobre uma ambivalência desconcertante, oscilando permanentemente entre o cómico e trágico, o sonho e o pesadelo. O mestre do teatro do absurdo, para quem “o cómico é trágico e a tragédia do homem, irrisória”, via esta peça como uma “farsa trágica”.

“Não há ninguém à nossa volta, ninguém no mundo, num mundo evanescente que desaparece, que deve desaparecer. Para onde passou o passado? Nada mais existe, o que quer dizer, nada mais existirá. Os dois velhos que estão em cena são eles próprios quase inexistentes. Só lá estão para manipular as cadeiras, dezenas de cadeiras, e não para exprimir o vazio ontológico, que é o verdadeiro assunto da peça. Estes dois velhos são falhados sociais e irrisórios mas entre eles há o amor. E neste mundo só há duas essencialidades: o amor e a morte. Quer dizer que o amor pode matar a morte”. Eugène Ionesco