A PULGA ATRÁS DA ORELHA

de GEORGES FEYDEAU

16 a 18 e 23 a 25 SET 2021

QUI a SAB às 20h30

AUDITÓRIO MUNICIPAL DO FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

Info e reservas – Biblioteca Municipal do Seixal , ticketline.pt

facebook.com/teatrodaterra; instagram.com/teatrodaterra; twitter.com/teatroedaterra

fotografia Alípio Padilha

A esposa Raymonde Chandebise, depois de anos de felicidade conjugal desconfia do marido Victor Manuel, e decide testar a sua fidelidade, marcando um encontro num hotel/bordel, com uma admiradora secreta fictícia. A partir daqui o terreno está preparado para um carrocel de equívocos, encontros, desencontros e coincidências improváveis, que fazem deste clássico vaudeville, uma agradável sátira social ao casamento e á vida da burguesia parisiense do início do século XX.

Mestre da farsa comica-dramática, Georges Feydeau escreve em 1907, A Pulga Atrás da Orelha, e no mesmo ano a peça estreia no Théatre des Nouveautés, em Paris. Considerada como um dos maiores sucessos deste autor maior, perpetua o seu lugar no repertório da Comédie Française e de teatros de todo o mundo, confirmando Feydeau, como um dos maiores dramaturgos de sempre. Depois de O Marido Vai à Caça(2011) e A Dama do Maxim(2014) dois dos nossos maiores sucessos, o  Teatro da Terra volta a Feydeau para presentear o público, com duas horas de alegria e boa disposição.

tradução  CUCHA CARVALHEIRO e MANUELA COUTO_____encenação  MARIA JOÃO LUÍS cenografia  ÂNGELA ROCHA_____figurinos  MARIA JOÃO LUÍS e ROSÁRIO BALBI_____desenho de luz  PEDRO DOMINGOS

com  HELDER AGAPITO, MARIA JOÃO LUÍS, MIGUEL SOPAS, PAULO DUARTE RIBEIRO, SÉRGIO GOMES, SILVIA FIGUEIREDO, VITOR OLIVEIRA, TOBIAS MONTEIRO e FILIPE GOMES, MANUEL JANEIRO, RITA ARAÚJO

produção executiva  RITA DIEDRA_____cabelos DAVID XAVIER_____fotografia ALÍPIO PADILHA assistência de produção  FILIPE GOMES_____direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

produção  TEATRO da TERRA_____ 2020_____120 min.____M/12

JA PASSARAM QUANTOS ANOS, DESDE A ÚLTIMA VEZ QUE FALÁMOS, PERGUNTOU ELE

de RUI PINA COELHO

TEATRO da TERRA acolhe o TEATRO DAS BEIRAS

SAB, 19 JUN 21 às 20h30 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

SAB às 20h30 | https://ticketline.sapo.pt/evento/ja-passaram-quantos-anos-desde-a-ultima-vez-55174 ; Biblioteca Municipal e Fórum Cultural do Seixal

fotografia Ovelha Eléctrica

Já passaram quantos anos desde a última vez que falámos, perguntou ele, um texto que escrevi em 2011 para um espectáculo estreado no TEP – Teatro Experimental do Porto, é uma peça que gostava muito que fosse sobre a minha geração e sobre aquilo que nos tem acontecido. É sobre os nossos amores, casamentos, divórcios, as mudanças de casa, as partidas. Sobre o passar dos anos, sobre o entrar na vida adulta, sobre abandonar sonhos, sobre arranjar trabalho, sobre trabalhar, sobre andar apaixonado. Gostava que este texto fosse uma coisa sobre a vida em Portugal nas últimas décadas – mais ano menos ano. Um texto sobre amigos que vêem os amigos a crescer e a mudar. Um texto sobre a vida que fui vivendo, sobre a que me foram contando e sobre a que fui vendo. Em casa, no trabalho, nas ruas, nas manifestações, nos livros e nos jornais.

Passaram, entretanto, dez anos. E este é agora um texto para hoje. Para o que ainda nos vai acontecendo. E tem acontecido tanta coisa. A peça é construída num diálogo próximo com um outro texto, estreado em Portugal em 1967, no Teatro Experimental do Porto: O tempo e a ira, de John Osborne, com encenação de Fernando Gusmão. As quatro personagens do meu texto (Jaime, Cláudio, Alice e Helena) são “projecções” (mais ou menos distorcidas) de quatro das personagens do texto de Osborne: do arquetípico jovem revoltado Jimmy Porter; do enigmático mediador afável Cliff; da frágil e estóica Alison, a filha do Coronel; e da intensa Helena Charles, actriz. Além disso, aquilo que “acontece” ao quarteto português é o mesmo que “aconteceu” ao quarteto britânico. Os amores e desamores são (mais ou menos) os mesmos. Os erros são (mais ou menos) os mesmos. A raiva é mais ou menos a mesma. Mas com uma diferença maior. Nos anos cinquenta os Angry Young Men revoltavam-se contra todo um sistema de valores que declaravam obsoleto. Punham em questão as noções de Império, de masculinidade, de identidade, de futuro. A raiva era essencialmente uma questão geracional. “Look Back in Anger apresenta a juventude do pós-guerra tal como ela é […]. Todas as suas qualidades estão lá, qualidades que já não supúnhamos ver aparecer em palco – a deriva para a anarquia, um instintivo ideário de esquerda, a rejeição automática das atitudes ‘oficiais’, um sentido de humor surrealista, a promiscuidade casual, a sensação de que falta uma cruzada pela qual valha a pena lutar e, sublinhando tudo isto, a determinação de que ninguém deve morrer sem que se lhe faça o luto”, escrevia o influente crítico Kenneth Tynan, numa crítica entusiasmada titulada “A voz dos jovens” (Observer, 13 de Maio de 1956). E terminava a sua crítica com a apaixonada declaração: “Não sei se seria capaz de amar alguém que não queira ir ver Look Back in Anger. É a melhor peça jovem da sua geração”. Estava tudo dito.

Hoje as coisas são muito diferentes. Mas. A raiva do Jaime é diferente da raiva do Jimmy. A nossa raiva é confusa, dispersa, plural. Ou, pelo menos, a minha é assim. Se é que lhe posso chamar raiva. É pela promessa de liberdade que se esfumou. É uma raiva pela destruição das coisas verdadeiramente importantes – a paz, o pão, educação, saúde – banhada num mar de irrelevâncias, banalidades e futilidades. É a raiva da indignação. As coisas são hoje muito diferentes. Mas. Rui Pina Coelho

encenação GIL SALGUEIRO NAVE_____cenografia, figurinos e cartaz LUÍS MOURO_____desenho de luz  FERNANDO SENA e PEDRO BILOU_____sonoplastia HÂMBAR DE SOUSA____interpretação FERNANDO LANDEIRA, SÍLVIA MORAIS, SUSANA GOUVEIA e TIAGO MOREIRA

operação de luz e som HÂMBAR DE SOUSA____assistência ao movimento INÊS BARROS______confecção de figurinos SOFIA CRAVEIRO_____carpintaria JOSÉ FERREIRA DE SOUSA_____produção CELINA GONÇALVES ______fotografia e vídeo OVELHA ELÉCTRICA

produção TEATRO das BEIRAS____ 2021 ____90 min.____M/16

GOSTAVA DE ESTAR VIVA PARA VÊ-LOS SOFRER

a partir de DE ALGUM TEMPO A ESTA PARTE de MAX AUB

TEATRO da TERRA acolhe a COMP.ª DE TEATRO DE BRAGA

26 e 27 MAI 21 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

QUA e QUI às 21h | https://ticketline.sapo.pt/evento/gostava-de-estar-viva-para-ve-los-sofrer-54754 e bilheteira do Fórum Cultural do Seixal

fotografia Eduarda Filipa

“Isto o vi eu. E continuo viva. E ainda há quem não queira inteirar-se.”

A dureza testemunhal é uma das principais qualidades deste texto seco e sórdido de Aub. Não quero que ninguém me console, diz Emma Blumennthal ao resistir à tentação melodramática e ao esquecimento. Tenta mitigar a sua própria amargura por todas as perdas, encontrando-lhes um sentido e uma missão. E a sua missão é o testemunho, a presença e a denúncia: isso eu vi. Sim! E ainda estou viva. E ainda há quem não queira inteirar-se. As suas palavras assumem uma dimensão enorme e justificam a sua presença diante de nós. Apesar do sofrimento, aquela mulher torturada pela vida e pela história decide ir em frente, viver, lutar e, acima de tudo, recordar, porque como diz: se não houver memória, para que se vive? Isto explica claramente a nossa proposta: romper as fronteiras do silêncio e do esquecimento. Por isso veio, para que nos deixe observar sua miséria e degradação, por isso vamos pôr em cena este texto; para não esquecer aqueles que viveram estas e outras guerras, recordar as vítimas dos totalitarismos aniquilantes e avisar para o perigo de uma sociedade que roça a debilidade. Para reivindicar o valor do teatro testemunho do exílio, como um instrumento vivo e eficaz para interpelar a sociedade. IGNÁCIO GARCIA

tradução IVONETE DA SILVA ISIDORO_____encenação e dramaturgia IGNÁCIO GARCIA____com ANA BUSTORFF____cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA____desenho de luz BOGUMIL PALAWIC_____figurinos MANUELA BRONZE

assistente de encenação SOLANGE SÁ, GRASIELA MULLER____adereços GRASIELA MULLER____técnico de luz FÁBIO TIERRI____técnico de som GRASIELA MULLER____ confecção MÓNICA MELO____fotografia EDUARDA FILIPA

produção COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA____ 60 min.____ M/12

A GRANDE REVOLUÇÃO DOS INSECTOS

de Ana Lázaro

13 a 15 MAI 2021 | CINE SÃO VICENTE, PAIO PIRES, SEIXAL

QUI e SEX às 21h | SAB às 11h – ticketline e Biblioteca Municipal do Seixal

21 e 22 MAI 2021 | GINÁSIO CLUBE DE CORROIOS, SEIXAL

SEX às 21h | SAB às 15h e 21h – 962 086 161

03 JUN 2021 | PARQUE URBANO DAS PAIVAS, SEIXAL

QUI às 17,30h | Entrada gratuita, sujeita a reserva prévia obrigatória através do email bilheteira.cultura@cm-seixal.pt ou pelo telefone 915 635 090 (de segunda a sexta-feira, das 10 às 12 e das 14 às 17 horas).

Esta é a história do momento em que durante uma breve distração da realidade, uma equivocada interrupção da Vida, os insetos juntaram-se e conquistaram o Mundo… Porque apesar de aparentemente oculto, há um impercetível universo que se esconde debaixo dos nossos olhos. Um mundo invisível de seres em miniatura, que coabita com aquele que é visível. Um mundo, não dos pequenos: mas dos muito pequenos, dos minúsculos, dos pequeníssimos. Daqueles que podem facilmente ficar esborrachados debaixo de uma sola de sapato, ou asfixiados dentro de um frasco de azeite. Daqueles que se aventuram na caverna de uma orelha descuidada, ou que se aventuram a aterrar no cume da ponta de um nariz! E neste Mundo microscópico as histórias multiplicam-se. E foi precisamente na ponta de um nariz que tudo começou…
A GRANDE REVOLUÇÃO DOS INSETOS parodia o momento em que a pequenas criaturas tomaram conta do Mundo dos humanos, que estavam afinal sem controlo sobre um enorme carrocel de asas e patas que os rodeia. Narrada pelo INCRÍVEL-CONTADOR-DE-DUAS-CABEÇAS, num formato fantasioso e fantasmagórico de um Teatro em miniatura, este é o trajeto por vários capítulos de uma história de dimensões improváveis: uma metáfora de como o invisível se sobrepões ao visível, e de como independentemente da sua dimensão aparente, as pequenas coisas podem ter a força de revolucionar um movimento coletivo: de trazer o caos, mas também de reabilitar a esperança. 

encenação, espaço cénico e figurinos MARIA JOÃO LUÍS____adereços, marioneta e acessórios TERESA MILHEIRO___cabeçudos e adereços do capitulo cinco PESSOA JUNIOR_____direcção e composição musical RUI PINHO AIRES____desenho de luz  PEDRO DOMINGOS

com  MÁRCIA CARDOSO, PAULO DUARTE RIBEIRO e o músico ao vivo RUI PINHO AIRES

produção executiva  RITA DIEDRA____fotografia ALÍPIO PADILHA____confecção dos figurinos ROSÁRIO BALBI_____assistência de produção  FILIPE GOMES_____direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

39 ª produção  TEATRO da TERRA   2021   60 min.   M/6

A FORÇA DO HÁBITO

de Thomas Bernhard

TEATRO da TERRA acolhe o TEATRO DAS BEIRAS

integrado no 37º Festival de Teatro do Seixal

04 DEZ 20 | SOCIEDADE FILARMÓNICA UNIÃO ARRENTELENSE

SEX às 20h30  | Info e reservas –  bilheteira.cultura@cm-seixal.pt

Da autoria de Thomas Bernhard, nome maior da literatura do século XX, «A Força do Hábito» conta a história de um diretor de um circo decadente que obriga os artistas a ensaiarem a peça musical «A Truta», da autoria de Franz Schubert. Subjugados pelas exigências sufocantes do diretor, os artistas não conseguem corresponder devido à sua própria falta de talento musical e ao autoritarismo do diretor.

Texto: Thomas Bernhard | Encenação: Nuno Carinhas | Interpretação: Fernando Landeira, Inês Viegas, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira | Cenografia e figurinos: Luís Mouro | Música original: Helder Filipe Gonçalves | Desenho de luz: Fernando Sena | Produção: Celina Gonçalves.

O MUNDO É REDONDO

de Gertrude Stein

TEATRO da TERRA acolhe o TEATRO DO BAIRRO

integrado no 37º Festival de Teatro do Seixal

13 NOV 2020 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

SEX às 20h30  | Info e reservas – Ticketline.pt e Fórum Cultural do Seixal

«O Mundo É Redondo», da escritora norte-americana Gertrude Stein, volta aos palcos com encenação de António Pires e com as atrizes do Teatro do Bairro. Gertrude Stein destinou a escrita do seu livro a uma criança, porém o mesmo toca tanto crianças como adultos. A história apela ao sentimento de pureza que nos transporta para as nossas memórias de inocência infantil. A protagonista desta história é Rose, uma criança com apenas uma cadeira que pretende subir uma montanha para se sentar no topo. Nessa viagem através da sua dificuldade em se expressar, devido a ter começado a falar há pouco tempo, questiona-se sobre a sua identidade, sobre as nuances da linguagem e como a realidade se constrói a partir dela.

Texto: Gertrude Stein | Encenação: António Pires | Tradução: Luísa Costa Gomes | Interpretação: Carolina Campanela, Carolina Serrão, Sandra Santos, Vera Moura | Cenografia: João Mendes Ribeiro | Figurinos: Luís Mesquita | Direção musical: Paulo Abelho | Música original: Miguel Sá Pessoa | Apoio vocal: Paulo Brandão | Movimento: Paula Careto | Apoio para a língua inglesa: Carole Garton | Luz: Rui Seabra | Caracterização: Ivan Coletti | Costureira: Rosário Balbi | Assistente de iluminação: Cláudio Marto | Assistente de som: Guilherme Alves | Construção de cenário: Fábio Paulo | Ilustração: Joana Villaverde | Produção executiva: Ivan Coletti | Comunicação: Maria João Moura | Redes sociais: João Martins | Administração de produção: Ana Bordalo | Produtor: Alexandre Oliveira | Produção: Ar de Filmes/Teatro do Bairro.

A ABETARDA

de JOÃO MONGE

ESPECTÁCULO DE CANTE E TEATRO DE RUA

SÁBADO, 05 SET, 21h30 | AVANTEATRO

https://www.festadoavante.pcp.pt/2020/a-abetarda

e integrado no DESCONCENTRA – Artes contemporâneas na rua

SÁBADO, 12 SET, 19h | MUNDET

DOMINGO, 27 SET, 19h | PARQUE DAS LAGOAS, FERNÃO FERRO

SÁBADO, 03 OUT, 21h | PARQUE NATURAL DA QUINTA DO SERRADO, AMORA

DOMINGO, 04 OUT, 21h | MOÍNHO DE MARÉ DE CORROIOS

http://www.cm-seixal.pt/desconcentra/2020/desconcentra

fotografia Luana Santos

A Abetarda foi o projeto que resultou da parceria, em 2014, entre o Teatro da Terra e o Município de Castro Verde, promovida pelo então Presidente Francisco Duarte. 
Ao autor João Monge, encomendámos o texto que junta o Cante Alentejano ao teatro de rua, numa celebração deste símbolo de Castro Verde, com uma história orientada para uma procissão pagã, habilmente tecida na base da cultura popular alentejana, polvilhada por reminiscências do cristianismo, projectando a elevação da maior ave de vôo da Europa, a um estatuto mitológico/fantástico. Os quatro textos da autoria de João Monge que o Teatro da Terra materializou em teatro até hoje, destacam este consanguíneo poeta/letrista/escritor como o criador mais representado pela companhia.
Maria João Luís dirige para o Teatro da Terra, um elenco alargado onde os Tocá Rufar e seis grupos corais alentejanos sediados no Seixal, partilham as ruas e os traços característicos da cultura popular, sinal de um posicionamento artístico inovador na capacidade de integrar os agentes locais, sem que a identidade própria de cada grupo destoe da criação teatral  colectiva. O Teatro da Terra com a remontagem de A Abetarda afirma-se mais uma vez, como um projecto de teatro comunitário de características únicas, operando agora a partir do concelho do Seixal.

encenação MARIA JOÃO LUÍS_____ com MARIA JOÃO LUÍS, FILIPE GOMES, SÉRGIO GOMES TOCÁ RUFAR dirigidos por RUI JUNIOR, Grupo Coral As Papoilas do Fogueteiro, Grupo Coral Alentejano de ASSTAS, Grupo Coral Alentejano Lírio Roxo de Paio Pires, Grupo Coral Operário Alentejano do C. C. e D. das Paivas, Grupo de Cante Feminino da Associação de R. P. I. da Torre da Marinha_____ trompetista DIOGO CABRITA SANTOS

caracterização e figurinos PESSOA JUNIOR_____ máscara PAULA HESPANHA_____ fotografia LUANA SANTOS______ produção RITA COSTA______ assistência de produção FILIPE GOMES_____ direcção de produção e luz PEDRO DOMINGOS

co-produção____ TEATRO da TERRA e MUNICÍPIO DE CASTRO VERDE____ 2014/2020_____ M/6_____ 60 min. 

ERMELINDA DO RIO

nocturno para voz e concertina

de JOÃO MONGE

26 SET 2020

SAB 21h30 | https://www.cm-moita.pt/pages/450

FÓRUM CULTURAL JOSÉ MANUEL FIGUEIREDO – MOITA

fotografias Vitorino Coragem

As cheias do Tejo, a 26 de Novembro de 1967, no Ribatejo e arredores de Lisboa, foram a maior catástrofe natural, em Portugal desde o terramoto de 1755. Serviram de inspiração para João Monge escrever, na primeira pessoa, um poema narrativo pelos olhos de uma menina e de sua mãe, que vivem a tragédia de sobreviver para assistir, impotentes, ao desaparecimento da sua família, de amigos, de conhecidos. E bastou uma noite de chuva como tantas outras para que, de madrugada, o mundo estivesse virado do avesso.
Maria João Luís, naquele dia com 4 anos, é uma dessas pessoas que, juntamente com pai, mãe e irmão, sobreviveram, mas muitos dos seus familiares desapareceram nessa noite. A noite do fim do mundo, como alguém lhe chamou, é ainda hoje uma história mal contada. Ermelinda do Rio é um poema vivido pela actriz, que ela própria encena, numa auto-expiação dos seus fantasmas.

encenação MARIA JOÃO LUÍS_____ música para três contrabaixos JOSÉ PEIXOTO_____ cenografia JOSÉ CARRETAS_____ desenho de luz PEDRO DOMINGOS

com MARIA JOÃO LUÍS______ e os músicos ao vivo MIGUEL LEIRIA PEREIRA, SOFIA PIRES, SOFIA QUEIROZ ÔRE-IBIR

produção executiva RITA COSTA_____ assistência de encenação e design gráfico  CLARISSE RICARDO_____ fotografia de cena  VITORINO CORAGEM_____ assistência de produção FILIPE GOMES_____ direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

produção_____ TEATRO da TERRA____    2019____ M/12____ duração aprox. 55 min. 

Já apresentado em: Teatro Cinema de Ponte de Sor; Castelo de Alter do Chão; Teatro do Bairro – Lisboa; Avanteatro – Seixal; Teatro Miguel Franco – Leiria; Teatro Municipal de Vila Real; Cine-teatro de Estarreja; Ateneu Artístico Vilafranquense – Vila Franca de Xira; Fórum Municipal Luísa Todi – Setúbal; Trigo Limpo – Acert – Tondela; Fórum Cultural José Manuel Figueiredo – Moita.

Criação artística para todos

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