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Quando nós os mortos
Para Onde foi
Quando nós os mortos
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Quando nós os mortos

PARA ONDE FOI O MEU CORPO?

de ANA LÁZARO

7 A 10 MAIO

Quarta a Sábado às 21h30

AUDITÓRIO MUNICIPAL

FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

Bilheteira em BOL.PT, Biblioteca Municipal e Fórum Cultural do Seixal

“Onde sentimos o medo? Nas mãos? Na nuca? Nos pelos que sobem na pele dos braços. E a tristeza? No peito? Na barriga? Nos olhos quando choramos? E o amor? Ah eu nunca senti amor. Mentira! Senti. Mas foi nos joelhos. Tremeram tanto que fingi que tinha de me joelhar para atar os sapatos. Porque tive medo de cair… Mas ultimamente sinto só uma confusão. E os meus joelhos, as minhas mãos e a minha barriga estão todos baralhados, como se fossem uma bola de neve a crescer e a cair em direção a um desfiladeiro…”

 

Boyle é um Rapaz da Geração Z. Depara-se com um acontecimento inesperado. Perdeu o corpo. Céticos? Pois se podemos ter pele de galinha, pés dormentes, pressão na cabeça… um buraco na barriga… um vazio no peito… Quem diz que esse vazio não pode crescer até fazer o corpo desaparecer completamente?

O mais estranho é que Boyle tem um corpo, mas não é real, é um perfil, um avatar  – um outro Boyle – o Boyle virtual que faz tudo o que ele não é capaz de fazer. Ou pelo menos assim parece. É o Boyle_Two_Thousand: a sua identidade virtual, o nome que usa nas redes, para jogar com outros players em rede, para falar com pessoas desconhecidas. O Boyle_Two-Thousand é tudo o que o Boyle queria ser, mas o problema é que só existe quando liga o telefone. Dentro do círculo do Instagram, no ecrã do Tiktok. Sim… O Boyle não é bem o Boyle, é assim uma espécie de Boyle inventado. E agora até ele corre o risco de desaparecer. É que se o Boyle real não existir (na verdade se o Bruno não existir), nem o Boyle _Two_Thousand sobrevive.

Tudo começou quando apanhou uma espécie de piolhos, chamados algoritmos. Os algoritmos pareciam estar dentro da cabeça dele, debaixo do couro cabeludo, às vezes até o despertavam no meio do sono. A quererem entrar pelos sonhos adentro. Foi nesse instante que Boyle percebeu que sem querer os pés, os joelhos, a clavícula (!) tinham começado a desparecer. Pior que uma pressão como a de milhares de toneladas se abatia sobre a sua cabeça, mesmo naquele pontinho onde nascem os pensamentos.

Recuperar o corpo não é tarefa fácil. Mas Boyle lembra-se do Pai lhe contar a história dos Escafandristas, que eram capazes de resistir à pressão das profundezas marítimas onde a água e a pressão atmosfera têm o peso de muitas toneladas!

Em cena as identidades do Boyle Real e do Boyle virtual, cruzam-se e coexistem. e episódios da Escola, Amigos, e Solidão ganham Voz a dois corpos.

encenação  MARIA JOÃO LUÍS

com  BRUNO SOARES NOGUEIRA, PEDRO MOLDÃO

cenografia  DANIELA CARDANTE 

música  TÓ TRIPS  

desenho de luz  PEDRO DOMINGOS

assistência de encenação  SÍLVIA FIGUEIREDO

assistência de produção  FILIPE GOMES, CARINA R. COSTA

direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

produção    TEATRO DA TERRA    2025   

M/12

TEATRO DA TERRA

PARA ONDE FOI O MEU CORPO?

de ANA LÁZARO

 

 7 A 10 MAIO

​FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

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