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TEATRO da TERRA acolhe o TEATRO DAS BEIRAS

JÁ PASSARAM QUANTOS ANOS DESDE A ÚLTIMA VEZ QUE FALÁMOS, PERGUNTOU ELE

de RUI PINA COELHO

SAB, 19 JUN 21 às 20h30 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

SAB às 20h30 | https://ticketline.sapo.pt/evento/ja-passaram-quantos-anos-desde-a-ultima-vez-55174 ; Biblioteca Municipal e Fórum Cultural do Seixal

fotografia Ovelha Eléctrica

Já passaram quantos anos desde a última vez que falámos, perguntou ele, um texto que escrevi em 2011 para um espectáculo estreado no TEP – Teatro Experimental do Porto, é uma peça que gostava muito que fosse sobre a minha geração e sobre aquilo que nos tem acontecido. É sobre os nossos amores, casamentos, divórcios, as mudanças de casa, as partidas. Sobre o passar dos anos, sobre o entrar na vida adulta, sobre abandonar sonhos, sobre arranjar trabalho, sobre trabalhar, sobre andar apaixonado. Gostava que este texto fosse uma coisa sobre a vida em Portugal nas últimas décadas – mais ano menos ano. Um texto sobre amigos que vêem os amigos a crescer e a mudar. Um texto sobre a vida que fui vivendo, sobre a que me foram contando e sobre a que fui vendo. Em casa, no trabalho, nas ruas, nas manifestações, nos livros e nos jornais.

Passaram, entretanto, dez anos. E este é agora um texto para hoje. Para o que ainda nos vai acontecendo. E tem acontecido tanta coisa. A peça é construída num diálogo próximo com um outro texto, estreado em Portugal em 1967, no Teatro Experimental do Porto: O tempo e a ira, de John Osborne, com encenação de Fernando Gusmão. As quatro personagens do meu texto (Jaime, Cláudio, Alice e Helena) são “projecções” (mais ou menos distorcidas) de quatro das personagens do texto de Osborne: do arquetípico jovem revoltado Jimmy Porter; do enigmático mediador afável Cliff; da frágil e estóica Alison, a filha do Coronel; e da intensa Helena Charles, actriz. Além disso, aquilo que “acontece” ao quarteto português é o mesmo que “aconteceu” ao quarteto britânico. Os amores e desamores são (mais ou menos) os mesmos. Os erros são (mais ou menos) os mesmos. A raiva é mais ou menos a mesma. Mas com uma diferença maior. Nos anos cinquenta os Angry Young Men revoltavam-se contra todo um sistema de valores que declaravam obsoleto. Punham em questão as noções de Império, de masculinidade, de identidade, de futuro. A raiva era essencialmente uma questão geracional. “Look Back in Anger apresenta a juventude do pós-guerra tal como ela é […]. Todas as suas qualidades estão lá, qualidades que já não supúnhamos ver aparecer em palco – a deriva para a anarquia, um instintivo ideário de esquerda, a rejeição automática das atitudes ‘oficiais’, um sentido de humor surrealista, a promiscuidade casual, a sensação de que falta uma cruzada pela qual valha a pena lutar e, sublinhando tudo isto, a determinação de que ninguém deve morrer sem que se lhe faça o luto”, escrevia o influente crítico Kenneth Tynan, numa crítica entusiasmada titulada “A voz dos jovens” (Observer, 13 de Maio de 1956). E terminava a sua crítica com a apaixonada declaração: “Não sei se seria capaz de amar alguém que não queira ir ver Look Back in Anger. É a melhor peça jovem da sua geração”. Estava tudo dito.

Hoje as coisas são muito diferentes. Mas. A raiva do Jaime é diferente da raiva do Jimmy. A nossa raiva é confusa, dispersa, plural. Ou, pelo menos, a minha é assim. Se é que lhe posso chamar raiva. É pela promessa de liberdade que se esfumou. É uma raiva pela destruição das coisas verdadeiramente importantes – a paz, o pão, educação, saúde – banhada num mar de irrelevâncias, banalidades e futilidades. É a raiva da indignação. As coisas são hoje muito diferentes. Mas. Rui Pina Coelho

encenação GIL SALGUEIRO NAVE_____cenografia, figurinos e cartaz LUÍS MOURO_____desenho de luz  FERNANDO SENA e PEDRO BILOU_____sonoplastia HÂMBAR DE SOUSA____interpretação FERNANDO LANDEIRA, SÍLVIA MORAIS, SUSANA GOUVEIA e TIAGO MOREIRA

operação de luz e som HÂMBAR DE SOUSA____assistência ao movimento INÊS BARROS______confecção de figurinos SOFIA CRAVEIRO_____carpintaria JOSÉ FERREIRA DE SOUSA_____produção CELINA GONÇALVES ______fotografia e vídeo OVELHA ELÉCTRICA

produção TEATRO das BEIRAS____ 2021 ____90 min.____M/16


A GRANDE REVOLUÇÃO DOS INSECTOS

de ANA LÁZARO

03 JUN 21 às 17h30 | PARQUE URBANO DAS PAIVAS, SEIXAL

QUI às 17,30h | Entrada gratuita, sujeita a reserva prévia obrigatória através do email bilheteira.cultura@cm-seixal.pt ou pelo telefone 915 635 090 (de segunda a sexta-feira, das 10 às 12 e das 14 às 17 horas).

fotografia Alípio Padilha

https://www.cm-seixal.pt/evento/grande-revolucao-dos-insectos-1


TEATRO da TERRA acolhe COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA

GOSTAVA DE ESTAR VIVA PRA VÊ-LOS MORRER

a partir de DE ALGUM TEMPO A ESTA PARTE de MAX AUB

QUA, 26 e QUI, 27 MAI 21 às 21h | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

QUA e QUI às 21h | https://ticketline.sapo.pt/evento/gostava-de-estar-viva-para-ve-los-sofrer-54754 e bilheteira do Fórum Cultural do Seixal

fotografia Eduarda Filipa

“Isto o vi eu. E continuo viva. E ainda há quem não queira inteirar-se.”

A dureza testemunhal é uma das principais qualidades deste texto seco e sórdido de Aub. Não quero que ninguém me console, diz Emma Blumennthal ao resistir à tentação melodramática e ao esquecimento. Tenta mitigar a sua própria amargura por todas as perdas, encontrando-lhes um sentido e uma missão. E a sua missão é o testemunho, a presença e a denúncia: isso eu vi. Sim! E ainda estou viva. E ainda há quem não queira inteirar-se. As suas palavras assumem uma dimensão enorme e justificam a sua presença diante de nós. Apesar do sofrimento, aquela mulher torturada pela vida e pela história decide ir em frente, viver, lutar e, acima de tudo, recordar, porque como diz: se não houver memória, para que se vive? Isto explica claramente a nossa proposta: romper as fronteiras do silêncio e do esquecimento. Por isso veio, para que nos deixe observar sua miséria e degradação, por isso vamos pôr em cena este texto; para não esquecer aqueles que viveram estas e outras guerras, recordar as vítimas dos totalitarismos aniquilantes e avisar para o perigo de uma sociedade que roça a debilidade. Para reivindicar o valor do teatro testemunho do exílio, como um instrumento vivo e eficaz para interpelar a sociedade. IGNÁCIO GARCIA

tradução IVONETE DA SILVA ISIDORO_____encenação e dramaturgia IGNÁCIO GARCIA____com ANA BUSTORFF____cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA____desenho de luz BOGUMIL PALAWIC_____figurinos MANUELA BRONZE

assistente de encenação SOLANGE SÁ, GRASIELA MULLER____adereços GRASIELA MULLER____técnico de luz FÁBIO TIERRI____técnico de som GRASIELA MULLER____ confecção MÓNICA MELO____fotografia EDUARDA FILIPA

produção COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA____ 60 min.____ M/12


A GRANDE REVOLUÇÃO DOS INSECTOS

de ANA LÁZARO

13 a 15 MAI 21 | CINEMA SÃO VICENTE, PAIO PIRES, SEIXAL

QUI e SEX às 21h, SAB às 11h | Info e reservas – https://ticketline.sapo.pt/evento/a-grande-revolucao-dos-insectos-54609 e Biblioteca Municipal do Seixal

20 a 22 MAI 21 | GINÁSIO CLUBE DE CORROIOS, SEIXAL

SEX às 21h, SAB às 15h e 21h | Info e reservas – 962 086 161

03 JUN 21 | PARQUE URBANO DAS PAIVAS

QUI às 17,30h | Entrada gratuita, sujeita a reserva prévia obrigatória através do email bilheteira.cultura@cm-seixal.pt ou pelo telefone 915 635 090 (de segunda a sexta-feira, das 10 às 12 e das 14 às 17 horas).

fotografia Alípio Padilha

13 e 14 MAI 21 | CINEMA SÃO VICENTE, PAIO PIRES, SEIXAL QUI e SEX às 15h | Para escolas do concelho do Seixal

21 MAI 21 | GINÁSIO CLUBE DE CORROIOS, SEIXAL……………. SEX às 15h | Para escolas do concelho do Seixal

“Gafanhotos e Centopeias, Besouros e Percevejos! Cigarras e Joaninhas… Abelhas, vespas, Libelinhas! Escaravelhos e Louvadeus! Baratas e formigas Grilos, Piolhos Libélulas. Borboletas, moscas e melgas! Rastejem, voem, e saltem em união Este é o Momento há tanto aguardado Este é o tempo da Revolução!” Esta é a história do momento em que durante uma breve distração da realidade, uma equivocada interrupção da Vida, os insetos se juntaram e conquistaram o Mundo… Porque apesar de aparentemente oculto, há um imperceptível universo que se esconde debaixo dos nossos olhos. Um mundo invisível de seres em miniatura, que coabita com aquele que é visível. Um mundo, não dos pequenos: mas dos muito pequenos, dos minúsculos, dos pequeníssimos. Daqueles que podem facilmente ficar esborrachados debaixo de uma sola de sapato, ou asfixiados dentro de um frasco de azeite. Daqueles que se aventuram na caverna de uma orelha descuidada, ou que se aventuram a aterrar no cume da ponta de um nariz! E neste Mundo microscópico as histórias multiplicam-se. E foi precisamente na ponta de um nariz que tudo começou… Fartos de se serem enxotados, pisados e sacudidos, os Insetos aproveitaram as ruas vazias, e fizeram a sua Revolução. E desenganem-se os que acham que por serem pequenos são menores e menos poderosos, porque tal como a dura realidade na espelha, as coisas mais pequenas, podem ser também as mais imprevisíveis e poderosas. E uma coisinha pequenina e minúscula pode conquistar o Mundo… A GRANDE REVOLUÇÃO DOS INSETOS parodia o momento em que a pequenas criaturas tomaram conta do Mundo dos humanos, que estavam afinal sem controlo sobre um enorme carrousel de asas e patas que os rodeia. Narrada pelo INCRÍVEL-CONTADOR-DE-DUAS-CABEÇAS, num formato fantasioso e fantasmagórico de um Teatro em miniatura, este é o trajeto por vários capítulos de uma história de dimensões improváveis: uma metáfora de como o invisível se sobrepões ao visível, e de como independentemente da sua dimensão aparente, as pequenas coisas podem ter a força de revolucionar um movimento coletivo: de trazer o caos, mas também de reabilitar a esperança.

encenação, espaço cénico e figurinos MARIA JOÃO LUÍS____adereços, marioneta e acessórios TERESA MILHEIRO____cabeçudos e adereços do capitulo cinco PESSOA JUNIOR_____direcção e composição musical RUI PINHO AIRES____desenho de luz  PEDRO DOMINGOS

com  MÁRCIA CARDOSO, PAULO DUARTE RIBEIRO e o músico ao vivo RUI PINHO AIRES

produção executiva  RITA DIEDRA____fotografia ALÍPIO PADILHA____confecção dos figurinos ROSÁRIO BALBI_____assistência de produção  FILIPE GOMES_____direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

39 ª produção  TEATRO da TERRA   2021____ _ 60 min._______ M/6


O LUGRE

de BERNARDO SANTARENO

22 a 24 e 29 a 31 JUL 21 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

QUI a SAB às 20h30 | Info e reservas – Fórum Cultural do Seixal e ticketline.pt

A pesca do bacalhau é uma aventura humana cujas imagens culturais oscilam entre o registo épico e o drama. Praticada com regularidade desde os séculos xv e xvi no Atlântico Noroeste, em especial nos baixios da Terra Nova e junto ao Labrador, a pesca longínqua do bacalhau adquiriu um estatuto lendário em diversos países europeus e mesmo na América do Norte. Da grande aventura humana restam lendas vivas (os próprios pescadores, os capitães e os demais tripulantes) e ficou um riquíssimo património material composto por objectos náuticos, instrumentos de pesca e todo um conjunto de artefactos que evocam as longas viagens e as duras jornadas de trabalho. Sobre a saga bacalhoeira dos navios de pesca à linha ficaram também algumas obras literárias e diversos testemunhos cinematográficos. No campo da ficção literária, as obras de Bernardo Santareno O Lugre e Nos Mares do Fim do Mundo, ambas de 1959, são as mais conhecidas e as de maior talento.

encenação  MARIA JOÃO LUÍS_____cenografia TERESA CASTELO_____direcção e composição musical RUI REBELO____figurinos MARIA JOÃO LUÍS e ROSÁRIO BALBI_____desenho de luz  PEDRO DOMINGOS

com  ANDRÉ ALBUQUERQUE, HELDER AGAPITO, PAULO DUARTE RIBEIRO, RODRIGO SARAIVA, SÉRGIO GOMES, VITOR OLIVEIRA, TADEU FAUSTINO, TIAGO CORREIA, TOBIAS MONTEIRO e ANTÓNIO FRAGOSO, FILIPE GOMES, JAIME GAMBOA, MANUEL JANEIRO

assistência de encenação TIAGO CORREIA____produção executiva RITA DIEDRA_____fotografia ALÍPIO PADILHA____assistência de produção  FILIPE GOMES_____direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

40ª produção  TEATRO da TERRA___ 2021___100 min. ____M/12


A PULGA ATRÁS DA ORELHA

de GEORGES FEYDEAU

16 a 18 e 23 a 25 SET 21 | FÓRUM CULTURAL DO SEIXAL

QUI a SAB às 20h30 | Info e reservas – Fórum Cultural do Seixal e ticketline.pt

fotografia Alípio Padilha

A esposa Raymonde Chandebise, depois de anos de felicidade conjugal desconfia do marido Victor Manuel, e decide testar a sua fidelidade, marcando um encontro num hotel/bordel, com uma admiradora secreta fictícia. A partir daqui o terreno está preparado para um carrocel de equívocos, encontros, desencontros e coincidências improváveis, que fazem deste clássico vaudeville, uma agradável sátira social ao casamento e á vida da burguesia parisiense do início do século XX.

Mestre da farsa comica-dramática, Georges Feydeau escreve em 1907, A Pulga Atrás da Orelha, e no mesmo ano a peça estreia no Théatre des Nouveautés, em Paris. Considerada como um dos maiores sucessos deste autor maior, perpetua o seu lugar no repertório da Comédie Française e de teatros de todo o mundo, confirmando Feydeau, como um dos maiores dramaturgos de sempre. Depois de O Marido Vai à Caça(2011) e A Dama do Maxim(2014) dois dos nossos maiores sucessos, o  Teatro da Terra volta a Feydeau para presentear o público, com duas horas de alegria e boa disposição.

tradução  CUCHA CARVALHEIRO e MANUELA COUTO_____encenação  MARIA JOÃO LUÍS cenografia  ÂNGELA ROCHA_____figurinos  MARIA JOÃO LUÍS e ROSÁRIO BALBI_____desenho de luz  PEDRO DOMINGOS

com  HELDER AGAPITO, MARIA JOÃO LUÍS, MIGUEL SOPAS, PAULO DUARTE RIBEIRO, SÉRGIO GOMES, SILVIA FIGUEIREDO, VITOR OLIVEIRA, TOBIAS MONTEIRO e FILIPE GOMES, MANUEL JANEIRO, RITA ARAÚJO

produção executiva  RITA DIEDRA_____cabelos DAVID XAVIER_____fotografia ALÍPIO PADILHA assistência de produção  FILIPE GOMES_____direcção de produção  PEDRO DOMINGOS

38ª produção  TEATRO da TERRA_____ 2020_____120 min.____M/12



TEATRO da TERRA É UMA ESTRUTURA FINANCIADA

REPÚBLICA PORTUGUESA – CULTURA/ DGARTES e MUNICÍPIO DO SEIXAL


NOTA IMPORTANTE

Regras de utilização do Auditório Municipal de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde

  • É obrigatório o distanciamento físico de 2 metros no acesso ao auditório e às bilheteiras (a lotação da bilheteira é de 1 pessoa);
  • É obrigatório o uso de máscara no auditório e a higienização das mãos à entrada e à saída do mesmo;
  • Recomenda-se a chegada antecipada para evitar maior ajuntamento de pessoas; 
  • Os espetáculos têm início à hora marcada;
  • A lotação é limitada em função do cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde para os recintos de espetáculos e espaços culturais;
  • Prevê-se a existência de lugares individuais e para co-habitantes (2 lugares);
  • Não existem lugares previamente marcados;
  • A entrada no auditório e a indicação dos lugares serão acompanhadas por assistentes de sala. Os espetadores devem cumprir rigorosamente todas as instruções dos assistentes de sala e não poderão trocar de lugar ou deslocar-se sem motivo justificado;
  • Durante o espetáculo o público deve permanecer no seu lugar. No final, deverá aguardar a indicação dos assistentes para se levantar e sair do auditório;
  • Não será permitida a permanência de espetadores no interior do auditório após o final dos espetáculos;
  • Nas instalações sanitárias apenas serão permitidas duas pessoas em simultâneo.

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Criação artística para todos

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